Dança negra, cultura africana
      a_cayumba

A Cayumba, Gravação realizada em novembro de 1998, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo, em piano Steinway, modelo D/Concerto.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 – Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala, de Milão. Autor da ópera O Guarani,foi o patrono da cadeira de número 15 da Academia Brasileira de Música.

Carlos Gomes faz jus também ao nosso reconhecimento pelo seu grande espírito de brasilidade, que sempre conservou, mesmo no estrangeiro. Quando da estreia O Guarani, em Milão, o famoso tenor italiano Villani, escolhido para o papel de Peri, criou um problema: ele usava barbas, e recusava-se a raspá-las. Carlos Gomes protestou: “Onde se vira índio brasileiro barbado?” mas, afinal, tudo se acomodou. O tenor era um dos grandes artistas da época e não podia ser dispensado. Assim, acabou cantando, após disfarçar a barba, com pomadas e outros ingredientes. A procura de instrumentos indígenas foi outro tormento para o maestro. Em certos trechos de música nativa, eram necessários borés, tembis, maracás ou inúbias. Andou por toda a Itália, mas não os encontrou, e foi preciso mandar fazê-los, sob sua direção, numa afamada fábrica de órgãos, em Bérgamo.

Na Itália, Carlos Gomes casou-se com Adelina Péri, que devotou toda sua vida ao maestro. Desse consórcio, nasceram cinco filhos, muito amados pelo compositor. Todavia, um a um foram morrendo em tenra idade, tendo restado somente Ítala Gomes Vaz de Carvalho, que escreveu um livro, em que honrou a memória do seu glorioso pai. Na península, Carlos Gomes escreveu, a seguir, Fosca, considerada por ele sua melhor obra, Salvador Rosa e Maria Tudor.

Água de beber, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, interpretada por Fábio Caramuru

“(…) essa música foi escrita em Brasília, quando os dois (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) foram convidados por Juscelino para compor a Sinfonia de Brasília, e a cidade ainda estava em construção, em 1959. Estavam caminhando pela rua e ouviram um barulho de água; foram ver o que era e uma pessoa falou pra eles: “é água de beber, camará”. (texto por Wagner Amorosino)

As fotos da chapada dos veadeiros foram feitas pelo pianista Fábio Caramuru, em 2011

Água de beber (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

Eu quis amar, mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas do coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração

Água de beber
Água de beber, camará
Água de beber
Água de beber, camará

Fonte: https://www.vagalume.com.br/tom-jobim/agua-de-beber.html

      Teresinha-de-Jesus-por-Fabio-Beth-Bento

Terezinha de Jesus, por Fábio Caramuru, com sound design de Beth Bento, gravado em 2002. Parte do CD Do Ré Mi Fon Fon – 27 Cantigas Brasileiras.

Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem Tereza deu a mão

Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração

Tanta laranja madura
Tanto limão pelo chão
Tanto sangue derramado
Dentro do meu coração

Da laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço

Cantigas para ouvir, cantar e brincar

Agencia Estado, 21 de outubro de 2002

Atirei o Pau no Gato, Sapo Jururu, O Cravo e a Rosa e Terezinha de Jesus são algumas das típicas cantigas brasileiras que encantaram muitas gerações e até hoje fazem parte das rodas e brincadeiras de crianças. Além dessas, outras 23 cantigas estão no novo CD Dó Ré Mi Fon Fon, idealizado e concebido pelo pianista Fábio Caramuru e pela sound designer Beth Bento. Com duração de aproximadamente 30 minutos, o disco traz todas as canções gravadas ao piano e com sons especiais da natureza, para que a garotada possa ouvir, cantar e brincar (como karaokê). Encartado num estojo, o CD é acompanhado de um colorido jogo da memória, com dicas de brincadeiras. “Cada ícone das cartelas faz uma referência à cultura popular, seja nos desenhos ou nos tecidos reproduzidos de fundo, como o xadrez, a renda e o cetim”, conta Beth, que assina a ilustração sonora e de imagens do CD interativo. Segundo Caramuru, o resgate particular das cantigas proporciona uma deliciosa maneira de trabalhar a memória coletiva. “Já o jogo mexe com a memória individual”, observa. Dó Ré Mi Fon Fon é, na verdade, diversão garantida para toda a família.

Fonte: http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,cantigas-para-ouvir-cantar-e-brincar,20021021p4672

Duo Brasil em dois pianos, com Fábio Caramuru e Marco Bernardo, realiza concerto Radamés encontra Jobim, na Sala São Paulo

Domingo, dia 10 de abril de 2016

O duo Brasil em Dois Pianos, formado pelos pianistas Fábio Caramuru e Marco Bernardo, fará um concerto na Sala São Paulo, domingo, dia 10 de abril de 2016, às 11h, com ingressos gratuitos, dentro da Série de Concertos Matinais 2016, produzida pela Fundação OSESP. Trata-se do terceiro concerto do duo nessa importante série musical paulistana.

No final de 2014, o duo realizou uma turnê por cinco capitais brasileiras, patrocinada pelos Correios, além de um concerto gravado na Série Instrumental SESC Brasil.

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Fábio Caramuru e Marco Bernardo

Marco Bernardo e Fábio Caramuru, por Otavio Dias

Fábio Caramuru é um dos maiores especialistas do Brasil em Tom Jobim, tema de seu mestrado pela ECA-USP. Além disso, lançou, em 2007, o CD duplo Piano – Tom Jobim por Fábio Caramuru. Marco Bernardo, por sua vez, é nome de referência no país quando se trata do legado de Radamés Gnattali. Em 2012, lançou o CD duplo Radamés Gnattali: Integral dos Choros para Piano Solo.

O concerto promove um instigante diálogo entre a música dos dois grandes compositores brasileiros – Radamés Gnattali e Tom Jobim – trazendo arranjos para dois pianos elaborados por Marco Bernardo, de grandes sucessos, como Samba do Avião, Águas de Março, Remexendo, Desafinado e Insensatez. Os arranjos e solos para piano de Tom Jobim são de autoria de Fábio Caramuru.

PROGRAMA

TOM JOBIM [/][ type=”1_1″ background_position=”left top” background_color=”” border_size=”” border_color=”” border_style=”solid” spacing=”yes” background_image=”” background_repeat=”no-repeat” padding=”” margin_top=”0px” margin_bottom=”0px” class=”” id=”” animation_type=”” animation_speed=”0.3″ animation_direction=”left” hide_on_mobile=”no” center_content=”no” min_height=”none”][1927-94]
Dindi [1959] [Arranjo de Fábio Caramuru] 4 MIN

RADAMÉS GNATTALI [1906-1988]
Carinhosa [1948] 3 MIN

Remexendo [1949] 3 MIN

Alma Brasileira [1939] 4 MIN

TOM JOBIM [1927-94]
Ligia [1976] 3 MIN

Desafinado [1959] [Aranjo de Marco Bernardo] 5 MIN

Água de beber [1961] [Arranjo de Fábio Caramuru] 4 MIN

RADAMÉS GNATTALI [1906-88]
Uma Rosa Para Pixinguinha [1964] 3 MIN

TOM JOBIM [1927-94]
A correnteza [1976] [Arranjo de Fábio Caramuru] 4 MIN

Insensatez [1960] [Aranjo de Marco Bernardo] 4 MIN

RADAMÉS GNATTALI [1906-88]
Zanzando em Copacabana [1958] 3 MIN

TOM JOBIM [1927-94]
Chovendo na roseira [1970] [Arranjo de Fábio Caramuru] 3 MIN

Meu amigo Radamés [1985] [Arranjo Radamés Gnattali] 3 MIN

Samba do avião [1962] [Aranjo de Marco Bernardo] 3 MIN

Águas de março [1972] [Aranjo de Marco Bernardo] 4 MIN

SERVIÇO

BRASIL EM DOIS PIANOS | DOMINGO 10 DE ABRIL às 11h.

SÉRIE CONCERTOS MATINAIS 2016

SALA SÃO PAULO – Praça Julio Prestes, 16, São Paulo, SP.

INGRESSOS GRATUITOS
Ingressos disponíveis na bilheteria do 1º subsolo da Sala São Paulo a partir da segunda-feira anterior ao concerto, limitados a quatro por pessoa. A partir de cinco ingressos, será cobrado o valor de R$ 2,00 por ingresso, também limitados a quatro por pessoa.
No dia do concerto, havendo disponibilidade, a distribuição de ingressos será a partir das 10h. Limitado a um ingresso por pessoa.
Informações: T 55 11 3223 3966.
Devido à grande procura, recomendamos que verifique se há disponibilidade de ingressos.
Capacidade: 1484 lugares. Ar condicionado. Acesso para deficientes.

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      Camargo Guarnieri - Estudo nº 6, por Fábio Caramuru - Camargo Guarnieri - Estudo nº 6, por Fábio Caramuru

Estudo nº 6, de Camargo Guarnieri, interpretado por Fábio Caramuru, gravado em 1999, em São Paulo, no Teatro Cultura Artística, em piano Steinway, modelo D/Concerto. Parte do CD Especiarias do piano paulista – 25 obras de Inah Sandoval e Camargo Guarnieri.

Sobre Camargo Guarnieri

(…)

A vida musical de Camargo Guarnieri é diversificada, ele desempenha tripla função em sua carreira profissional: de compositor, professor e regente. Como compositor representa a concretização musical do nacionalismo modernista. Suas relações com as ideias modernistas, e particularmente com Mário de Andrade, têm características muito especiais. Mário de Andrade e Lamberto Baldi tornam-se os responsáveis pela sua formação: Baldi desenvolve os aspectos técnicos enquanto Mário de Andrade o orienta em estética e cultura geral. Inicia-se outro período na vida de Camargo Guarnieri, que tem, na época, somente os dois primeiros anos da escola primária concluídos, na cidade de Tietê. Nesse sentido é possível compreender seu eterno reconhecimento por esses dois homens, aos quais atribui toda a sua educação.

Uma das primeiras coisas que Baldi faz é colocá-lo na orquestra. Estuda o dia todo, toca na orquestra e à noite após o jantar tem aula com o professor e outros sete alunos. A experiência como músico na orquestra é fundamental para o seu desenvolvimento, pois, além de regente, Baldi é um inovador que apresenta pela primeira vez vários trabalhos contemporâneos nos teatros brasileiros. Muitas peças do compositor russo Igor Stravinsky (1882 – 1971), por exemplo, têm as primeiras audições latino-americanas sob sua regência, em São Paulo. Essa experiência possibilita que escreva as primeiras composições para orquestra, começando pela Suíte Infantil, em 1929.

O nacionalismo de Camargo Guarnieri não consiste em citar melodias folclóricas nem empregar elementos folclóricos não modificados. Em toda a sua obra existem poucos exemplos de utilização direta desses temas, entre eles estão as Variações sobre um Tema Nordestino (1953), para piano e orquestra, e a melodia que faz parte do quinto movimento da Suíte Vila Rica para Orquestra (1958). Quer ser reconhecido como compositor nacional e não como compositor folclórico, mas acredita que a música brasileira nacionalista pressupõe a inspiração no material folclórico.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural

      Feliz de Tia Inah Sandoval por Fábio Caramru - Fábio Caramuru

Feliz, de Tia Inah Sandoval, por Fábio Caramuru, gravado em 1999, em São Paulo, no Teatro Cultura Artística, em piano Steinway, modelo D/Concerto. Parte do CD Especiarias do piano paulista – 25 obras de Inah Sandoval e Camargo Guarnieri.

Sobre Inah Machado Sandoval e o CD Especiarias do piano paulista

Paulo Ramos Machado – Prof. de História da Arte

Inah Machado Sandoval nasceu no dia 27 de maio de 1906. Portanto, neste ano da graça de 1995 ela completará 89 anos. Mas, estes muitos anos de vida não constituem o principal fio condutor de uma crítica à sua história e à sua arte. Há coisas além do espaço e do tempo que nos importam mais, quando se fala ou escreve sobre Inah Machado Sandoval ou simplesmente – e carinhosamente – Tia Inah. Carinhosamente porque não seria possível a alguém – da família ou não –dizer seu nome sem um tom de suavidade na voz.

“Tia” ficou sendo para nós, que a conhecemos, mais do que um grande parentesco: é uma palavra alegre vinda do coração. Tia Inah é uma compositora. Dito assim crê que é pouco. Uma compositora pode se destacar pela excelência das construções técnicas, pelo requinte contrapontístico dos jogos melódicos, pela ousadia no rompimento das regras tradicionais (ou clássicas) de composição. Porém, independentemente de um plano acadêmico apurado, pode-se conceber um outro nível de criação menos rigoroso, menos formal, menos intelectual, porém não menos expressivo e, quem sabe, por isso mesmo, mais possível de penetrar profundamente em nossa alma. Tia Inah faz isso com suas composições. Faz música sem pensar no que é permitido ou proibido pelos tratados de Harmonia.

Ela começou a compor ainda muito jovem. A primeira mestra foi sua mãe, Elvira Lacaz Machado, que no início deste século se destacou como uma das mais competentes professoras de piano da provinciana, e talvez muito mais encantadora, cidade de São Paulo. Casou-se com Floro Sandoval e foi morar na cidade de Franca. Teve quatro filhos e continuou mantendo uma particular forma de entender a vida em que o elemento essencial era a amizade dos seus semelhantes; a sinceridade no trato quotidiano com as pessoas do seu mundo; a crença na beleza da música que foi seu alimento espiritual desde aqueles tempos da juventude até hoje.

Tia Inah nunca parou de compor. Não conheço em detalhes todos os momentos de sua vida. Não importa. Mas, nesta síntese que procuro fazer agora, posso dizer que Tia Inah faz parte, com suas composições, de uma história da música brasileira, uma história muito especial, aquela dos compositores desejosos de dizerem, com música, aquilo que é a essência primeira da alma brasileira. Ela lembra Ernesto Nazareth ou Alexandre Levi. Em algumas composições transparece a sua vontade de homenagear os ídolos do seu onírico universo musical: Albeniz, Chopin, Debussy… Seus tangos brasileiros, canções, músicas espanholas e principalmente valsa brasileiras são expressões de seus momentos de devaneio lírico: e sempre, sempre querendo ser simples, direta e mensageira de uma forma de arte despretensiosa, em algumas passagens até ingênua, mas, indiscutivelmente, autêntica.

Um outro gênero que Tia Inah cultivou foi o das músicas infantis. São pequenas peças nas qual o adjetivo infantil possua um especial significado. São peças chamadas infantis, não porque sejam fáceis de serem tocadas, mas porque foram pensadas numa linguagem que permaneceu em estado de pureza na alma de Tia Inah. Ela que, mesmo sem saber, seguindo o conselho do pintor Matisse, sempre viu o mundo, a vida e a arte com olhos de criança. Este CD, além de ser um registro histórico, é também uma homenagem a uma compositora cujos méritos artísticos e humanos se inscrevem entre as melhores coisas já feitas pela música de nossa terra.

      Amparo, de Tom Jobim, por Fábio Caramuru - Fábio Caramuru

 

Amparo, de Tom Jobim, interpretado por Fábio Caramuru, parte do CD Piano – Tom Jobim por Fábio Caramuru.

Amparo / Olha, Maria (Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque)

Olha, Maria
Eu bem te queria
Fazer uma presa
Da minha poesia
Mas hoje, Maria
Pra minha surpresa
Pra minha tristeza
Precisas partir

Parte, Maria
Que estás tão bonita
Que estás tão aflita
Pra me abandonar
Sinto, Maria
Que estás de visita
Teu corpo se agita
Querendo dançar

Parte, Maria
Que estás toda nua
Que a lua te chama
Que estás tão mulher
Arde, Maria
Na chama da lua
Maria cigana
Maria maré

Parte cantando
Maria fugindo
Contra a ventania
Brincando, dormingo
Num colo de serra
Num campo vazio
Num leito de rio
Nos braços do mar

Vai alegria
Que a vida, Maria
Não passa de um dia
Não vou te prender
Corre, Maria
Que a vida não espera
É uma primavera
Não podes perder

Anda, Maria
Pois eu só teria
A minha agonia
Pra te oferecer
Anda, Maria
Pois eu só teria
A minha agonia
Pra te oferecer

Sobre Tom Jobim

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim – ou Tom Jobim -, compositor, cantor, violonista e pianista, um dos maiores expoentes da música brasileira, foi também um dos principais responsáveis pela internacionalização da bossa nova, estilo e movimento musical com influências jazzísticas, iniciado por volta de 1958 no Rio de Janeiro, que introduziu invenções melódicas e harmônicas no samba.

Considerado um dos grandes compositores de música popular do século 20, as raízes de Tom Jobim encontram-se no jazz, em Gerry Mulligan, Chet Baker, Barney Kessel e outros músicos da década de 1950. Ao mesmo tempo, Jobim sofreu influências da música erudita, principalmente do compositor francês Claude Debussy, e dos ritmos do samba.

A certa maneira simples e melódica de tocar o piano, Jobim acrescentava sempre um toque de invenção, uma sonoridade inesperada, enquanto sua voz, ligeiramente rouca, salientava os aspectos emocionais das letras.

Depois de ter pensado em seguir a carreira de arquiteto, Jobim acabou se dedicando exclusivamente à música: aos vinte anos já se destacava em casas noturnas e estúdios de gravação. Se primeiro disco foi gravado em 1954, mas o sucesso veio em 1956, quando, junto com o poeta Vinicius de Moraes, elaborou a música da peça teatral “Orfeu da Conceição” (no cinema, “Orfeu negro”).

A bossa nova surgiria efetivamente em 1958, quando Jobim produz o disco “Chega de saudade”, no qual João Gilberto toca e canta músicas do próprio Jobim.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/tom-jobim.htm

Fábio Caramuru e seu mais recente CD EcoMúsica Conversas de um piano

Fábio Caramuru lança o CD Conversas de um piano com a fauna brasileira

Calendário de lançamento com noites de autógrafo:

11/11 – quarta-feira, das 18h às 21h – Noite de autógrafos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional – São Paulo | Av. Paulista, 2073, Piso do Teatro | Tel. 11 3170 4033

13/11 – sexta-feira, das 19h30 às 20h30 – Noite de autógrafos na Loja Clássicos – São Paulo Sala São Paulo, anexo ao hall principal | Pça Julio Prestes, s/nº | Tel.: 11 3337 2719

8/12 – 3ª feira 19 às 21h – Entrevista e noite de autógrafos na Casa do Saber – São Paulo | Fabio Malavoglia entrevista Fábio Caramuru | Inscrições gratuitas exclusivamente pelo site http://www.casadosaber.com.br/ Vagas limitadas e sujeitas à lotação do espaço. Fabio Malavoglia | Jornalista, locutor, roteirista e poeta, apresenta o programa “Radiometrópolis” na Rádio Cultura FM | Rua Dr. Mario Ferraz, 414 – São Paulo | Tel.: 11 3707 8900

Maiores informações com Alexandre Barros | alex@echobr.com.br

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Uirapuru laranja, pássaro típico da região da floresta amazônica

Uirapuru laranja, pássaro típico da região da floresta amazônica

Nesse registro sonoro inovador, o pianista apresenta um diálogo entre o piano e os sons de aves, insetos e um anfíbio da fauna brasileira, obtidos na Fonoteca Neotropical Jacques Vielliard (FNJV) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Temas originais criados especialmente pelo pianista foram  agregados e amalgamados cuidadosamente aos sons dos animais, captados em diversos locais do país, resultando em um trabalho artístico que homenageia com reverência e delicadeza a natureza brasileira.

Piano e sons dos animais operam no mesmo status, em tempo real, não havendo, portanto, o conceito de solo/acompanhamento, podendo ser observados nas 14 faixas do CD diferentes processos de criação musical, tais como imitação, contraste, contraponto, melodia acompanhada, atonalismo, música modal, referências a blues e jazz, entre outras

“A natureza é o mais completo instrumento musical que existe. Com o projeto “EcoMúsica”, busco aproximar as pessoas da beleza sonora do Brasil”. (Fábio Caramuru)

A iniciativa artística apresenta alguns fatores que a tornam  instigante, como o ineditismo de sua linguagem inovadora ao adotar procedimentos de criação pouco usuais na música de concerto, além de ser um projeto cultural que ressalta a importância da preservação do meio ambiente. A abordagem ecológica do projeto focaliza e valoriza aspectos significativos da natureza brasileira, conferindo ao mesmo uma imagem positiva de relação entre arte e sustentabilidade.[/][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

Fábo Caramuru e sua mãe, Neide Bello Caramuru

 “Neste filme, de abril de 1950, resgatado graças ao empenho dos primos Oswaldo Vitta e Silvana Miani, encontramos um tesouro: imagens surpreendentes de uma festa na Mooca, em São Paulo, na qual aparecem meus pais, ainda noivos, tios, primos e minha avó. Foi uma das maiores emoções da minha vida poder rever, após tantos anos de separação, imagens da minha mãe, tão alegre! Escolhi para trilha musical dessa preciosidade familiar o chorinho “Feliz”, da querida Tia Inah, que gravei ao piano.”

(Fábio Caramuru, setembro de 2015)

Sopranos Sumi Hwang e Jodie Devos em turnê pelo Brasil

Vencedoras de concurso na Bélgica se apresentam no Teatro Amazonas

Coreana e belga apresentaram peças clássicas com a Filarmônica
Sopranos ficaram em 1º e 2º lugar no Concurso Rainha Elisabeth

Sérgio Rodrigues e Camila Henriques do G1 AM

A Orquestra Amazonas Filarmônica se apresentou com um reforço de peso na noite desta quinta-feira (20) no Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. Vencedoras do Concurso Internacional de Música Rainha Elisabeth, da Bélgica, a coreana Sumi Hwang e a belga Jodie Devos iniciaram turnê brasileira com um concerto na capital amazonense.

As sopranos Sumi, de 29 anos, e Jodie, 26, ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, no tradicional concurso no ano passado. Em Manaus, elas se apresentaram sob a regência do maestro Marcelo de Jesus. O espetáculo reuniu peças famosas assinadas por compositores como Mozart, Puccini e Wagner, entre outros.

“Foi um concerto de alto nível, podemos perceber que é um concurso muito sério onde vemos o nivel das finalistas. Eu não saberia falar quem mereceu ficar em primeiro ou segundo. O que é bacana pra gente foi que elas se surpeenderam com o nível da orquestra, realmente é uma das melhores do Brasil e isso deixa a gente bem feliz. Todos os músicos saíram felizes. Quando acontece essa química entre solista, maestro e músicos isso resulta em um concerto de sucesso”, disse o maestro Marcelo de Jesus.

Atualmente, as duas sopranos vivem na Europa. Sumi iniciou seus estudos em Seul, mas aperfeiçou sua técnica na Alemanha. Jodie é diplomada pela Academia de Música de Londres e figura como membro da Academia de Ópera Cômica de Paris. Ao G1, as duas destacaram a calorosa recepção do público manauense no Teatro Amazonas.

“Esta foi a primeira vez que eu vim ao Brasil para cantar e estou me divertindo bastante aqui. O povo brasileiro é muito apaixonado pela música e pelas apresentações e me sinto muito confortável com eles. O público é bem diferente do que estou acostumada na Alemanha. É muito legal e me senti como uma pop-star!”, declarou Sumi Hwang.

Jodie também destacou a diferença entre o público brasileiro e o europeu. A belga ressaltou a beleza do Teatro Amazonas. “Eu me senti muito sortuda de poder me apresentar no Teatro. É um lugar maravilhoso. O público é tão receptivo e caloroso, muito difente da Bélgica, onde todos são sérios. Poder cantar com a Sumi também é fantástico. Já cantei com ela algumas vezes e ela é uma grande artista”, disse.

O Teatro Amazonas lotou para a apresentação da orquestra Amazonas Filarmônica. O casal Silmara Rosseto, 46, e Fernando Fujimoto, 50 anos, aprovou a apresentação.”Foi tudo muito bonito desde o começo. Eu gostei mais da soprano belga, achei ela com mais sentimento, apesar das duas serem fantásticas. E a Filarmônica é fora de série”, elogiaram.

Fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas/musica/noticia/2015/08/vencedoras-de-concurso-na-belgica-se-apresentam-no-teatro-amazonas.html