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Tributo à vida – EcoMúsica Vozes da natureza, novo single Quero-quero, Fábio Caramuru e Vânia Bastos

Dia 17 de dezembro de 2021, o pianista e compositor Fábio Caramuru lança a canção Quero-quero em vídeo e single nas redes sociais. Para a ocasião foi produzido um vídeo instigante, tendo como convidada especial a cantora Vânia Bastos. O cenário das filmagens foi o Rio Escuro e seu mangue, localizado no município de Ubatuba, SP. A música é um tributo à vida, dedicada a todos os artistas que perderam a vida em decorrência da pandemia.

O tema musical original foi composto em 2015, integrando o primeiro álbum de Caramuru, EcoMúsica – Conversas de um piano com a fauna brasileira. Agora, em sua versão canção, Quero-quero recebe um tratamento camerístico, especialmente dedicado à voz suave de Vânia Bastos, promovendo um rico diálogo com o piano.

“Criei o tema pensando justamente naquela paisagem única do mangue, onde imperam a visão majestosa do maciço Corcovado de Ubatuba e os sons estridentes dos quero-queros, sempre presentes, especialmente nas marés baixas da Praia Dura, onde desemboca o Rio Escuro. Sempre caminhei por aquelas bandas e essa imagem ficou fortemente registrada em minha mente”, comenta Caramuru.

E é justamente nessa paisagem exuberante na qual o vídeo de Otavio Dias traz Fábio e Vânia em uma canoa, remando ao vento, muito felizes, em uma linda tarde de sol tropical.

Quero-quero

A forma musical é simples: um pedal concentrado na nota ré permeia toda a canção, movimentando-se em diversos registros do piano, criando um tapete sonoro para a melodia que se desenvolve rítmica e incisiva, remetendo às sonoridades da música caipira de raiz paulista.

Trata-se da estreia de Caramuru como compositor de canções, marcando uma nova etapa em seu trabalho de criação. A letra de Alexandre Barros reverencia de forma simples o pássaro-tema, a natureza e suas manifestações, como a água, a luz, o vento, o mar. O compositor escolheu Vânia Bastos para ser a intérprete da música, pois considera que a cantora, além de ser uma artista sensível e delicada, consegue dar a expressão certa para as intenções musicais de Caramuru, originadas no piano.

Para além do mérito artístico, o Projeto EcoMúsica agrega ainda uma importante mensagem relacionada à preservação ambiental, nesse caso em especial, ao mangue, um ecossistema costeiro de transição entre os biomas terrestre e marinho. A sua biodiversidade faz com que essas áreas sejam consideradas verdadeiros berçários naturais para inúmeras espécies de aves, peixes, moluscos e crustáceos.

O Projeto EcoMúsica

Fábio Caramuru vem desenvolvendo o Projeto EcoMúsica desde 2013. Trata-se de uma iniciativa artística pioneira que une música e sons da natureza, com uma importante missão de alerta para a preservação do meio ambiente. Por meio do projeto já foram produzidos os álbuns EcoMúsica Conversas de um piano com a fauna brasileira (2015) e EcoMúsica Aves (2018), os vídeos Cigarra, Tico-tico, Bem-te-vi, Harpia, Araras, Hidorigamo e Amazônia Uirapuru , todos disponíveis no YouTube. O projeto vem contando com o apoio de importantes instituições, tais como o Greenpeace, o Catraca Livre, o Parque Nacional do Iguaçú – Cataratas do Iguaçú, Parque das Aves, prefeituras de diversas cidades brasileiras, embaixadas e consulados brasileiros ao redor do mundo, além de organismos internacionais do Japão e Canadá.

Serviço

EcoMúsica Quero-quero | Fábio Caramuru e Vânia Bastos
Lançamento: 17 de dezembro de 2021 | Youtube, Spotify, Deezer, iTunes e demais plataformas
Composição e piano | Fábio Caramuru
Voz | Vânia Bastos
Direção de Vídeo | Otavio Dias
Letra | Alexandre Barros

Gravação de áudio | Estúdio Arsis
Sons do quero-quero cedidos pela Fonoteca Neotropical Jacques Vieillard – FNJV – Unicamp
Figurino | Aline Alves
Distribuição | Tratore e Flau Japan

Maiores informações podem ser obtidas com Alexandre Barros. E-mail: alex@echobr.com.br

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Tom Jobim 25 anos de saudade.

Programa

Tom Jobim – Água de beber, Desafinado, Samba do avião, Inútil paisagem, Anos dourados, Luciana, Meu amigo Radamés, Eu não existo sem você, Choro, Two kites, Chovendo na roseira, Modinha, Eu sei que vou te amar, Canta, canta, mais e Águas de março.

Data: 15/09/2019
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/nº
Telefone | 11 3223 3966
Ingressos | 11 3777 9721 e www.osesp.byinti.com/#/ticket

Pessoas acima de 60 anos e estudantes pagam meia entrada (somente na bilheteria da Sala)
Entrada franca, quatro ingressos por pessoa. A partir de cinco ingressos, R$ 2.

Arara Azul, Parque das Aves, EcoMúsica Araras, Fábio Caramuru - Foto de Otavio Dias

No dia 14 de setembro, o pianista e compositor Fábio Caramuru lançou o seu mais recente videoclipe, ‘EcoMúsica | Araras’.

Inteiramente filmado no Parque das Aves, com o apoio dessa instituição, localizada em Foz do Iguaçu, o videoclipe foi dirigido por Otavio Dias, e mostra o pianista em meio às araras do parque, interagindo com os sons das aves, gravados in loco.

A música de Fábio Caramuru, criada especialmente para o vídeo, é baseada na obra
“Il neige” (1902), escrita pelo compositor Henrique Oswald. No ínicio, temos a reprodução literal da bela obra de Oswald, expandindo-se para a improvisação a partir do momento em que a câmera focaliza o voo das araras. Nas filmagens, foi utilizado um piano histórico Schiedmayer & Söhne (Stuttgart), de1925. Segundo Caramuru, o roteiro é a expressão de uma metáfora da liberdade de voo no processo de criação e interpretação musicais.

 

‘EcoMúsica | Araras’ é o quinto videoclipe da série EcoMúsica, iniciada em 2016,  dedicada à fauna da mata atlântica e o segundo realizado em Foz do Iguaçu. Os videoclipes, todos disponíveis no canal de Caramuru, no Youtube, foram filmados em locações instigantes: uma fazenda no interior de São Paulo (Cigarra, 2016), um forte no alto de uma montanha na cidade do Rio de Janeiro (Tico-tico, 2017), nas montanhas de Campos do Jordão (Bem-te-vi, 2018), e nas Cataratas do Iguaçu, com o coreográfo e dançarino Ismael Ivo (Harpia, 2018). A música dos vídeos foi criada especialmente para cada ocasião, conectando as paisagens aos sons dos animais, gerando assim o roteiro imagético. Nessas oportunidades, o pianista costuma  também atuar dialogando com outros artistas, já tendo contracenado com dois coros de crianças e adolescentes e com um dançarino.

Sobre o Parque das Aves

Quem visita Foz do Iguaçu e as Cataratas do Iguaçu não pode deixar de conhecer o Parque das Aves, o segundo atrativo mais visitado da cidade, que recebe mais de 800 mil pessoas por ano.

No local é possível ficar muito próximo de diversas aves, entre tucanos, araras, guarás, flamingos e papagaios. O passeio é feito por uma trilha calçada e de fácil acesso, com 1,5 km de extensão, em meio à rica e exuberante Mata Atlântica.

Site: www.parquedasaves.com.br

Fábio Caramuru e Ismael Ivo - EcoMúsica Harpia -Cataratas do Iguaçu

O ‘Projeto EcoMúsica’, uma iniciativa pioneira criada pelo pianista e compositor Fábio Caramuru, vem sendo desenvolvido há alguns anos e tem como proposta gravações em áudio, vídeo e produção de concertos ao vivo relacionados à natureza, unindo música e meio ambiente. A inovação do projeto é algo marcante, já que as criações não são meramente ilustradas pelos sons e imagens da natureza, mas sim concebidas a partir desses elementos, em um processo de verdadeira interação e sintonia.

‘EcoMúsica | Harpia’ é o quarto videoclipe da série, desta vez produzido com recursos incentivados pelo MinC, patrocinado pelo Itaú, com apoio da Secretaria de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, do Parque Nacional do Iguaçu e do ICMBIO.

Nesse trabalho, gravado em julho de 2018 nas Cataratas do Iguaçu, Paraná, Caramuru contracena com o coreógrafo e bailarino Ismael Ivo, tendo como base uma criação musical composta especialmente para a ocasião, um tributo ao gavião real, harpia.

“A música de ‘Ecomúsica Harpia’ foi composta especialmente para três elementos majestosos e indissociáveis no projeto: a ave de rapina, as Cataratas do Iguaçu e o bailarino Ismael  Ivo. Assim, o videoclipe dirigido por Otavio Dias é a concretização da “trilha imagética” de um conceito musical.

A ideia surgiu em dezembro de 2016, quando visitei as Cataratas do Iguaçu. Na ocasião, também tomei conhecimento do importante trabalho que vem sendo realizado para a preservação da Harpia no Refúgio das Aves, em Itaipu. A ave, que tradicionalmente habita o Parque das Cataratas, está ameaçada de extinção no Paraná.  A imponência da harpia e das Cataratas do Iguaçu encontram perfeita  ressonância com a sensibilidade do bailarino Ismael Ivo” (Fábio Caramuru).

Gravado no Parque Nacional do Iguaçu | Foz do Iguaçu, Julho, 2018

Concepção,  música e performance ao piano | Fábio Caramuru

Coreografia e performance de dança | Ismael Ivo

Direção, fotografia, montagem | Otávio Dias

Gravação de áudio | Adonias Souza Jr. | Estúdio Arsis

Produção executiva | Alexandre Barros | Echo Promoções Artísticas

Sons da Harpia cedidos pela FNJV Unicamp | Fonoteca Neotropical Jacques Vieillard

Piano utilizado no vídeo | Schiedmayer & Söhne | Stuttgart | 1925

 

Capa do CD EcoMúsica | Aves, de Fábio Caramuru, lançado em 2018

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      Kakkou-EcoMusica-Aves-Fabio-Caramuru-2018 - Fábio Caramuru

Fábio Caramuru lança EcoMúsica | Aves, álbum que dá sequência a seu projeto EcoMúsica

O lançamento oficial de EcoMúsica | Aves acontece em concerto gratuito na Sala São Paulo, no domingo 15 de abril, às 11 horas. O concerto terá participação especial do coro Meninas Cantoras de Campos do Jordão, grupo com o qual Fábio Caramuru acaba de gravar mais um videoclipe do projeto EcoMúsica e do violonista Daniel Murray. Imagens de videoarte foram criadas especialmente para a ocasião pela artista Cecilia Lucchesi.

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      Hototogisu-EcoMusica-Aves-Fabio-Caramuru-2018 - Fábio Caramuru

O novo EcoMúsica | Aves é mais um capítulo no voo de internacionalização do projeto EcoMúsica. O álbum, cuja ideia nasceu durante o período passado por Fábio Caramuru no Japão, foi gravado poucos meses depois de sua chegada. Caramuru faz questão de dizer que não foi um trabalho encomendado. “É, sim, meu sincero tributo à incrível cultura japonesa.” O lançamento deste CD recebeu a chancela das Comemorações dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, constando como um dos projetos oficiais.

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Marca oficial dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, 2018

Marca oficial dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, 2018

EcoMúsica | Aves chega ao mercado brasileiro neste mês de abril – o lançamento é marcado pela realização de um concerto na Sala São Paulo. No segundo semestre haverá também o lançamento no Japão. O novo trabalho de Caramuru tem apoio institucional da Aliança Cultural Brasil Japão e patrocínio do restaurante Kinoshita.

A partir de uma oferta de 40 sons de aves, gravações fornecidas pela Japan Bird Research Association, Caramuru selecionou vinte, “com os cantos que melhor se ajustavam ao conceito do projeto”. Entre os pássaros escolhidos estão o Uguisu, um rouxinol; o Zuakaaobato, pombo que canta como se ecoasse os tons da flauta shakuhachi; o Hashibosogarasu, um corvo; o Kakkou, um cuco; e o Toratsugumi, cujo canto evoca os batimentos do coração. No material gráfico do disco são apresentadas figuras de todos os pássaros. E, além dos nomes em japonês, encontra-se também seus nomes usuais em inglês e a nomenclatura científica.

A música que se ouve em EcoMúsica | Aves acaba sintetizando toda a vida musical de Fábio Caramuru, pianista que começou sua carreira na música clássica, dedicou-se por longo tempo ao repertório tradicional e brasileiro e, progressivamente, passou a investir também no trabalho de composição. Além de expressar seu amor incondicional pela natureza, o novo trabalho é uma síntese de todas as suas vivências musicais. Há momentos em que suas criações revelam traços da música europeia, em outros vibram sonoridades de  Guarnieri, Villa-Lobos e Jobim.

Fábio Caramuru destaca que, mais do que um projeto brasileiro EcoMúsica | Aves é um trabalho universal. A produção do álbum envolveu profissionais de três continentes: Brasil (criação e gravação), Japão (sons das aves cedidos pela Japan Bird Research Association, projeto gráfico do designer Ryuto Miyake e gravadora Flau Records) e Estados Unidos (textos do encarte escritos pelo crítico Todd B. Gruel).

Meninas Cantoras de Campos do Jordão e Daniel Murray

Lançamento do vídeo Bem-te-vi – O concerto a ser realizado na Sala São Paulo, em 15 de abril, às 11 horas, marca não apenas o lançamento do álbum EcoMúsica | Aves. Na mesma ocasião estará sendo também lançado o “Bem-te-vi”, mais um videoclipe de Fábio Caramuru da série que vem fazendo no percurso do projeto EcoMúsica, todos eles com instigantes diálogos entre a música e a natureza brasileira. Este novo vídeo, a cargo do cinematógrafo Otavio Dias, apresenta Caramuru e as Meninas Cantoras de Campos do Jordão, coro infanto-juvenil criado em 2016 pela AMECampos e patrocinado pelo Hotel Toriba, tendo como padrinhos o Boulevard Genève, a Escola Professora Dora Lygia Richieri, a Pousada das Hortênsias, o Restaurante Matherhorn, o Restaurante Baden Baden e o apoio da Sea Frei Orestes Girardi. O grupo, com 19 meninas de escolas públicas e privadas da cidade, com idades entre 10 e 17 anos, tem direção musical da mezzo-soprano e professora Mere Oliveira.

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Meninas Cantoras de Campos do Jordão, Mere Oliveira e Fábio Fagundes, Hotel Toriba, 2018

No dia 15, o coro lançará seu álbum de estreia, o CD Meninas Cantoras de Campos do Jordão. Pela primeira vez cantando em São Paulo, e no mais cobiçado palco clássico paulistano, as Meninas Cantoras de Campos do Jordão abrem o concerto cantando um tema folclórico congolês. Depois, participam, junto com Fábio Caramuru ao piano, cantando “Bem-te-vi”, música que faz parte do álbum EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira, e também integra o CD lançado pelo coro jordanense.

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Violonista Daniel Murray

Violonista Daniel Murray

O repertório escolhido por Caramuru, relacionado ao seu projeto autoral, tem oito das músicas de EcoMúsica | Aves e mais oito de Conversas de um piano com a fauna brasileira. Em duas das obras haverá a participação especial do violonista Daniel Murray.

 

CONCERTOS MATINAIS

FÁBIO CARAMURU, piano
MENINAS CANTORAS DE CAMPOS DO JORDÃO
DANIEL MURRAY, violão
CECILIA LUCCHESI, videoarte

SALA SÃO PAULO
Praça Júlio Prestes 16, Campos Elíseos
Tel. 11 3223 3966
Domingo | 15 de abril | 11 horas

Meninas Cantoras de Campos do Jordão
Mere Oliveira
, regência / Fábio Fagundes, piano

  • Canção do folclore do Congo, de autor anônimo
    • Olélé Moliba Makasi

Fábio Caramuru, piano

  • Fábio Caramuru (1956)
  • Komadori
  • Zuakaaobato
  • Hidorigamo
  • Kakkou
  • Ikaru
  • Kohakuchou – participação de Daniel Murray, violão
  • Chuushakushigi
  • Hototogisu
  • Bem-te-vi – participação das Meninas Cantoras de Campos do Jordão – arranjo vocal Mere Oliveira e Fábio Fagundes
  • Quero-quero
  • Tangará
  • Uirapuru – participação de Daniel Murray, violão
  • Anu-branco
  • Cigarra
  • Sabiá
  • Sapo-cururu

 

Ingressos: ENTRADA FRANCA

Distribuição gratuita de ingressos a partir das 10h da segunda-feira anterior ao concerto (9 de Abril), pela internet ou na bilheteria do 1º subsolo da Sala São Paulo.
Ingressos limitados a quatro por pessoa. Devido à grande procura, recomendamos verificação da disponibilidade de ingressos.
No dia do concerto, havendo disponibilidade, a distribuição de ingressos será a partir das 10h. Limitada a um ingresso por pessoa.

Duração: ~60 minutos[/][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

Pianista Fábio Caramuru, criador do projeto EcoMúsica, no Parque Ibirapuera, 2017

Fábio Caramuru é um pianista de formação erudita. Foi o último aluno brasileira de Magda Tagliaferro em Paris, com mestrado pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Mas é na divisa entre o erudito e o popular que Fábio vem se destacando nos últimos anos. Suas interpretações pianísticas da obra de Tom Jobim têm ganhado notoriedade pela crítica especializada. Dentre os diversos CDs lançados pelo pianista destaca-se “Piano: Tom Jobim por Fábio Caramuru”, um álbum duplo com 28 faixas. Além disso, marcou época a série de apresentações do projeto “Brasil em Dois Pianos”, com o pianista e arranjador Marco Bernardo, com quem realizou o projeto “Brasil em Dois Pianos  – Turnê Nacional”(Correios), além de concertos na Sala São Paulo e na série Instrumental SESC Brasil.

EcoMúsica

Em 2016, destacaram-se os lançamentos do videoclipe Cigarra  e do seu mais novo projeto, EcoMúsica, onde suas composições autorais dialogam com trinados de pássaros e sons de insetos. Trata-se de um tributo lírico-musical à fauna brasileira. Em setembro de 2016, ocorreu o lançamento do CD “EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira”, pelo conceituado selo japonês Flau –  flau.jp –  com distribuição para Ásia, Europa e América do Norte. O sucesso tem sido tão grande que o selo Flau agendou uma série de concertos para divulgar o disco em diversas cidades do Japão, entre abril e maio de 2017. Dessa experiência no Japão nasce seu mais novo projeto: “EcoMúsica: Birds in Japan”, onde suas composições agora dialogam com pássaros do Japão. Este CD está previsto para ser lançado em 2018, em função das comemorações dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil.

Para esta apresentação especial no Centro Cultural da Aliança, Fabio apresenta algumas peças do CD “EcoMúsica”, um recital acompanhado com projeção de imagens dos pássaros brasileiros. Irá também contar suas impressões da turnê no Japão, quando visitou também algumas comunidades brasileiras, a convite do Consulado do Brasil em Tokyo.

O CD EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira (14 faixas) estará sendo vendido no dia do Concerto na Aliança, por R$ 30,00.

 

SERVIÇO
FABIO CARAMURU ECOMÚSICA
Data | 9 de Dezembro, sábado, ao meio-dia pontualmente.
Local | Centro Cultural Aliança (Rua Deputado Lacerda Franco, 328 Pinheiros São Paulo SP)
Grátis, por ordem de inscrição (email: pinheiros@aliancacultural.org.br e tel.: (11) 3031-5550)

Pianista Fábio Caramuru e Coro de Estudantes da Dupla Escola do Caju

Concerto EcoMúsica, com Fábio Caramuru, no Sesc Ipiranga

Como parte do projeto Forte Piano, no dia 17 de setembro, às 18 horas, o pianista Fábio Caramuru apresenta o concerto EcoMúsica – Conversas de um Piano com a Fauna Brasileira, no SESC Ipiranga, apresentando diálogos musicais com sons emitidos por diferentes espécies da fauna brasileira.

A ideia para o concerto EcoMúsica surgiu depois de uma pesquisa na Fonoteca Neotropical Jacques Vielliard, na Unicamp, na qual Fábio selecionou alguns registros de sons de animais sobre os quais trabalhou, para a criação de 14 temas musicais, que originaram o CD Ecomúsica – Conversas de um Piano com a Fauna Brasileira, lançado em 2015. Fábio conta que alguns critérios foram decisivos para a escolha dos sons na fonoteca: “Acabei selecionando os animais que propiciassem mais inspiração para o meu piano e que apresentavam um espectro sonoro variado”. Na ocasião, o trabalho havia sido motivado pela perda de seu pai, Ronald, o grande mentor do envolvimento do músico com a natureza.

Sobre o processo de criação, trata-se de um procedimento muito particular, já que o resultado difere de tudo o que Fábio já havia produzido. “Trabalhei livremente, entretanto de maneira muito natural e respeitosa. Não quis me impor aos sons dos animais, mas sim reverenciá-los, conversar com todos eles”. Os desafios da criação marcam o trabalho de Caramuru: “Funciono muito à base de desafios. Procuro me renovar constantemente e sinto uma grande necessidade de criar enquanto toco”. Nesse sentido, não é surpresa que o pianista tenha planejado uma apresentação que foge completamente aos moldes de um concerto de piano convencional. Durante a apresentação, serão feitas interferências visuais projetadas ao fundo do palco. Além das projeções, criadas pela vídeo artista Cecilia Lucchesi, que trarão cenas dos pássaros ouvidos e de seus ambientes naturais, haverá a exibição de videoclipes desenvolvidos para o projeto EcoMúsica.

Após o concerto, haverá um bate-papo entre o público, o pianista e o ambientalista e professor da Unicamp Luís Felipe Toledo.

Professor Luís Felipe Toledo

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Professor Luis Felipe Toledo, da Unicamp

Professor Luis Felipe Toledo, Unicamp

Licenciado e Bacharel em Ciências Biológicas (2001), mestre (2004) e doutor (2007) em Zoologia pela UNESP. Zoólogo com ênfase em Herpetologia, atuando em história natural, taxonomia, ecologia, comunicação, comportamento e conservação de anfíbios. Permaneceu como professor bolsista e credenciado à Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da UFPR em Curitiba (2007-2010). Foi idealizador, fundador e editor chefe da revista internacional CHECK LIST (2005-2008) e bolsista JP-FAPESP (2008-2012). Atualmente é Professor Livre-Docente de Vertebrados, curador no Museu de Zoologia, coordenador e curador da Fonoteca Neotropical e Professor dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Biologia Animal da Unicamp.

Programa

Bem-te-vi
Quero-quero
Uirapuru
Grilo
Sapo cururu
Anu branco
Tangará
Araponga
Cigarra
Sabiá
Tico-tico

Serviço

Local | SESC Ipiranga | Rua Bom Pastor, 822 | São Paulo | SP
Data | 17 de setembro de 2017 | 18h
Bate-papo com o Pianista e o Ambientalista e Professor da Unicamp Luís Felipe Toledo (Unicamp) | 19h
Teatro | Capacidade 200 pessoas
Ingressos | R$ 6,00 a R$ 20,00
Informações | 11 3340 2000 e no site do SESC Ipiranga[/][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

Turnê Fábio Caramuru Japão 2017

A convite do selo Flau, Fábio Caramuru apresentou-se em oito cidades do Japão, durante sua primeira turnê pelo país, em concertos dedicados ao Projeto EcoMúsica e ao lançamento de seu CD em homenagem a Tom Jobim.

Abril 22 | Osaka | Shimanouchi Church
Abril 23 | Toyama | Nowhere
Abril 26 | Himeji | Hummock Cafe
Abril 27 | Okayama | Shiroshita Kokaido
Abril 28 | Fukuoka | Papparayray
Abril 29 | Tokyo | Anyoin Temple
Abril 30 | Oizumi | Bunka-Mura
Maio 2 | Kamakura | Nishimikado Salone

 

Fotos realizadas durante a turnê

Abril 22 | Osaka | Shimanouchi Church

Abril 23 | Toyama – Nowhere

Abril 26 | Himeji – Hummock Cafe

Abril 27 | Okayama – Shiroshita Kokaido

Abril 28 | Fukuoka – Papparayray

Abril 29 | Tokyo – Anyoin Temple

Abril 30 | Oizumi – Town Hall

Maio 2 | Kamakura – Nishimikado Salone

Serão dois programas diferentes, um deles dedicado ao seu projeto autoral EcoMúsica e o outro com obras de Tom Jobim.

I EcoMúsica – com projeção de imagens e interação com os sons dos animais – Cigarra, Bem-te-vi, Tico-tico, Sapo cururu , Quero-quero , Grilo, Uirapuru, Tangará, Araponga, Anu branco, Sabiá e duas músicas dedicadas a aves características do Japão, especialmente criadas para a ocasião.

II Tom Jobim | Piano Solo – Valsa sentimental (Imagina), Desafinado, Falando de amor, A correnteza, Marina del Rey, Two kites, Ligia, Flor do mato, Sabiá, Meu amigo Radamés, Água de beber, Passarim, Dindi, Amparo, Choro, Chovendo na roseira, Quebra-pedra

Em setembro de 2016, o CD EcoMúsica | Conversas de um piano com a fauna brasileira foi lançado com bastante sucesso de vendas pelo selo Flau no Japão.

Para os próximos meses serão também relançados, na terra do Sol nascente, o CD Do Ré Mi Fon Fon, 27 Cantigas Brasileiras, que  Fábio Caramuru criou com a artista Beth Bento, além de uma edição especial do CD duplo Tom Jobim por Fábio Caramuru, com novo projeto gráfico.
Caramuru, que foi discípulo da fenomenal pianista franco-brasileira Magda Tagliaferro (1893-1986),  tem conquistado cada vez mais o público japonês. A sutileza de suas sonoridades, qualidade herdada de sua grande mestra, sintoniza-se com a estética minimalista da arte japonesa.

A música de Tom Jobim também está intimamente relacionada à tradição da música francesa do Século XX, de compositores como Erik Satie, Debussy e Ravel. Ele compunha quase sempre ao piano, tendo sua obra recebido uma leitura única e reverente por parte de Caramuru, grande admirador do compositor carioca. Na audição de músicas como sua primeira obra, a Valsa sentimental (1945) e Marina del Rey fica bastante evidente essa forte influência da música francesa na estética de Jobim.

 

Links da turnê

Publicação no UOL

Site do selo Flau

Resonancemusic Osaka 22/4/2017

Himeji 26/4/2017

Okayama 27/4/2017

Fukuoka 28/4/2017

Fukuoka 28/4/2017

 

28 a 31 de julho de 2016 | 19h15

A CAIXA Cultural São Paulo tem, nos últimos dias de julho, um projeto musical inédito: os Concertos Afro-Brasileiros. Com entrada gratuita e patrocínio da Caixa Econômica Federal, o projeto tem em sua programação composições de autores brasileiros inspiradas em temáticas africanas e afro-brasileiras. Com curadoria de Fábio Caramuru, pianista e compositor, e de Ligia Fonseca Ferreira, professora e pesquisadora, doutora pela Universidade de Paris 3 – Sorbonne, com tese sobre Luiz Gama (um dos mais combativos abolicionistas de nossa história), hoje docente do Departamento de Letras (área de língua e literatura francesa) da UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo.

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Profa. Ligia Ferreira e Fábio Caramuru, curadores do projeto "Concertos Afro-Brasileiros"

Profa. Ligia Ferreira e Fábio Caramuru, curadores do projeto Concertos Afro-Brasileiros

Os concertos têm programas diferentes e serão apresentados duas vezes cada. Nos dias 28 e 30 de julho, quinta-feira e sábado, reunindo os músicos Fábio Caramuru, Daniel Murray e o trio Hercules Gomes, Leandro Oliveira e Joelson Menezes, peças instrumentais de autores como Pixinguinha, Patápio Silva, Camargo Guarnieri, Villa-Lobos, Tom Jobim e Carlos Gomes. Destaque para “A Cayumba” (Dança dos negros), de Carlos Gomes, obra de 1857, primeira dança negra do nosso repertório pianístico.

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Irmãs Edna D'Oliveira e Edineia de Oliveira

Irmãs Edna D’Oliveira e Edineia de Oliveira

Nos dias 29 e 31 de julho, sexta-feira e domingo, com as cantoras Edna D’Oliveira e Edineia de Oliveira e os músicos Marco Bernardo e Patricia Ribeiro, serão apresentadas peças instrumentais e vocais de autores como Waldemar Henrique, Hekel Tavares, Ernâni Braga e Villa-Lobos, além de uma série de canções africanas. Destaque para “Xangô”, de Villa-Lobos, canto fetiche de macumba escrito em 1919. Ao final de cada uma das apresentações a música brasileira de inspiração africana será discutida pelos artistas e pelo público presente, sempre com mediação da professora Ligia F. Ferreira.


QUINTA-FEIRA, 28 de julho & SÁBADO, 30 de julho | 19h15

DANIEL MURRAY, violão

  • Paulo Bellinati (1950) | Jongo
  • Daniel Murray (1981) | Interlúdio
  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959) | Estudo nº 12

FÁBIO CARAMURU, piano

  • Carlos Gomes (1836-1896) | A Cayumba (Dança dos negros)
  • Camargo Guarnieri (1907-1993) | Dança negra
  • Baden Powell (1937-2000) e Vinicius de Moraes (1913-1980) | Consolação
  • Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980) | Água de beber

HERCULES GOMES, piano, LEANDRO OLIVEIRA, flauta, & JOELSON MENEZES, clarinete

  • Abel Ferreira (1915-1980) | Chorando baixinho
  • Raul de Barros (1915-2009) e Ary dos Santos | Na Glória
  • Patápio Silva (1880-1907) | Primeiro amor
  • Pixinguinha (1897-1973) | Gargalhada
  • Ernesto Nazareth (1863-1934) | Confidências
  • Radamés Gnattali (1906-1988) | Remexendo
  • Pixinguinha (1897-1973) e Benedito Lacerda (1903-1958) | 1 x 0

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Pianistas Hercules Gomes e Marco Bernardo

Pianistas Hercules Gomes e Marco Bernardo

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Leandro Oliveira, Patricia Ribeiro e Daniel Murray

Leandro Oliveira, Patricia Ribeiro e Daniel Murray

SEXTA-FEIRA, 29 de julho & DOMINGO, 31 de julho | 19h15

PATRICIA RIBEIRO, violoncelo,  MARCO BERNARDO, piano

  • Eloá Gonçalves (1986) | Maracatu
  • João Linhares (1963) | Coco

MARCO BERNARDO, piano

  • Fructuoso Vianna (1896-1976) | Dança de negros

EDNA D’OLIVEIRA, soprano,  EDINEIA DE OLIVEIRA, mezzo soprano, & MARCO BERNARDO, piano

  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959) | Estrela é lua nova
  • Marlos Nobre (1939) | Dengues da mulata desinteressada
  • Waldemar Henrique (1905-1995) | Abaluaiê
  • Francisco Mignone (1897-1986) | Quizomba, Dança do rei Chico com a rainha N’Ginga
  • Hekel Tavares (1896-1969) e Joracy Camargo (1898-1973) | Leilão
  • Ernâni Braga (1888-1948) | O Kinimbá e Nigue-Nigue-Ninhas
  • Hervé Cordovil (1914-1979) | Prece a São Benedito
  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959) | Xangô

Entremeadas às peças acima, serão cantadas, à capella, as seguintes canções africanas:

  • ‘Shosholoza’, ‘Nkosi, Nkosi’, ‘Itonga’, ‘Siyahamba’ e ‘Nkosi Sikelelel’ iAfrika’

Exaltação de uma “alma africana”

É inegável a contribuição dos negros para a formação do povo, da cultura, do folclore, das artes e do nosso próprio caráter de brasilidade – seja do ponto de vista interno quanto dos que olham o Brasil de fora. Isso a despeito dos quase quatro séculos de escravatura que marcaram a história do Brasil. Desde o passado colonial os descendentes de africanos que chegaram ao País nos porões de “navios negreiros” sofreram com os estigmas que recaíam sobre a África. Segundo a ideologia reinante, naquele continente brotara uma “raça inferior”, desprovida de “história” e de “escrita”, incapaz de qualquer produção artística, filosófica ou abstrata.

Finda a escravidão, em 1888, o que se pensava sobre os negros pouco mudou. Os afrodescendentes ficaram sempre confinados às camadas mais humildes e iletradas da sociedade brasileira. Como consequência, observa-se até hoje que, em geral, as manifestações culturais e artísticas negras, especialmente as musicais, são quase invariavelmente vinculadas ao registro “popular”. No entanto, desde a segunda metade do século XIX, encontramos compositores eruditos, brancos e negros que se inspiraram em melodias e ritmos africanos ou afro-brasileiros.

Tomadas de forma esparsa, talvez hoje não se tenha a dimensão exata, no campo da música erudita, da representatividade e da riqueza dessa expressão musical que a tantos fascina, em virtude da exaltação de uma “alma africana”, presente não só no Brasil mas em outros espaços da “afro-diáspora” nas Américas. Prova disso é o fato de um dos maiores regentes da atualidade, o maestro Gustavo Dudamel, ter incluído no repertório da Orquestra Simón Bolívar, da Venezuela, a peça “Batuque”, de Lorenzo Fernández, sempre entusiasticamente aplaudida por plateias internacionais.

Matrizes essenciais da “alma brasileira”

O projeto Concertos Afro-Brasileiros pretende, portanto, reunir um repertório que permita jogar luzes sobre os temas negros presentes na nossa música erudita. Como que sinalizando, assim, o caminho inverso ao que normalmente se acredita, ou seja, de como os temas negros, ditos populares, se converteram em fontes e fertilizaram uma produção musical erudita que traduz uma das matrizes essenciais da “alma brasileira”. Do ponto de vista educativo, a ideia do projeto – que visa igualmente a (in)formação – pretende reforçar a questão da Consciência Negra, oferecendo ao público conteúdo e conceito seguramente inéditos em nossas programações culturais.


CONCERTOS AFRO-BRASILEIROS

Local | CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro)
Data | de 28 a 31 de Julho de 2016 (quinta-feira e domingo)
Hora | 19h15
Informações | 11 3321 4400
Classificação indicativa | livre
Capacidade | 80 lugares
Duração | 60 minutos
Entrada franca (ingressos distribuídos a partir das 9h da manhã, no dia de cada apresentação)
Acesso para pessoas com deficiência
Realização | Echo Promoções Artísticas | www.echobr.com.br
Patrocínio | Caixa Econômica Federal[/][/fusion_builder_row][/fusion_builder_container]

Sumi Hwang e Jodie Devos, vencedoras do Concurso Rainha Elisabeth em 2014, apresentam-se em quatro capitais brasileiras, de 20 a 31 de agosto de 2015

Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba estão na rota das cantoras, que apresentam programa de canções e árias de óperas famosas, em solos e duos, em recitais e concertos. 

Um dos mais importantes eventos do gênero na Europa, o Concurso Internacional de Música Rainha Elisabeth da Bélgica (www.cmireb.be/en) tem se notabilizado por revelar talentos para a cena erudita mundial. Em 2014, as vencedoras foram Sumi Hwang e Jodie Devos, sopranos que agora vêm ao país para uma turnê em quatro capitais, realizada pela Echo Promoções Artísticas.

A estreia será em Manaus, dia 20 de agosto, quinta-feira, no Teatro Amazonas, às 20h. Na ocasião elas dividem o palco com a Orquestra Amazonas Filarmônica, sob regência do maestro Marcelo de Jesus, com ingressos gratuitos e a R$ 20 (com meia-entrada). Em seguida, partem para o Rio de Janeiro, onde realizam recital na Sala Cecília Meirelles, dia 23, domingo, às 17h. Para essa apresentação, que contará com a participação do pianista Marco Bernardo, os ingressos custam R$ 40 (com meia-entrada).

Em São Paulo, a apresentação será no dia 30 de agosto, domingo, às 11h, no Theatro Municipal, com entrada franca. O concerto é parte da programação regular da Orquestra Experimental de Repertório, pela série Jeans e Camiseta, do projeto Municipal na Cidade. A regência será do maestro Carlos Moreno.

O encerramento da turnê acontece em Curitiba, na segunda-feira, dia 31 de agosto, às 20h30, Hwang e Devos reencontram Marco Bernardo em recital na Capela Santa Maria. Os ingressos custam R$ 20 (com meia-entrada).

Tradição

A presença das sopranos dá continuidade a uma tradição iniciada em 2010. Desde então, todos os cantores, violinistas e pianistas, que obtiveram êxito na competição belga, têm desembarcado em solo brasileiro, sempre em turnês com curadoria de Cristina Barros e Fábio Caramuru.  Dessa vez, os programas escolhidos reúnem canções e árias de óperas famosas, assinadas por compositores como Mozart, Puccini, Rachmaninoff, Wagner e Gounod. Elas serão apresentadas em recitais e concertos, em solos e duos.

Curadores | Cristina Barros e Fábio Caramuru
Site oficial do projeto | www.solistasinternacionais.com.br
Projeto Gráfico | www.studionapraca.com.br
Patrocínio
| Peróxidos do Brasil e Coimpa Industrial Ltda.
Apoio | Embaixada da Bélgica
Realização | Echo Promoções Artísticas

Sumi Hwang

Iniciou seus estudos em Seul, aperfeiçoando-se na Escola de Música e Teatro de Munique. Antes de conquistar o 1º lugar no Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, acumulou outros êxitos importantes, como no Concurso Internacional ARD, Anneliese Rothenberger e Emmerich Smola, todos na Alemanha. Entre seus principais papéis figuram o da Princesa em “L’Enfant et les Sortilèges”, de Ravel, na Ópera Nacional da Coreia; o de Norina em “I pazzi per progetto”, de Donizetti, no Prinzregententheater de Munique, entre outros. Já cantou sob regência de maestros como Dan Ettinger e Enrico Delamboye etc.

Jodie Devos

É diplomada pela Academia de Música de Londres. O segundo lugar no Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica ratifica sua ascensão na cena europeia, que inclui papéis como Serpina em “La Serva Padrona”, de Pergolesi, Blondchen em “Die Entführung aus dem Serail”, de Mozart e Miss Wordsworth em “Albert Hering”, de Britten. Como solista, tem sido ouvida com frequência em países como Bélgica, Alemanha, Inglaterra e França, onde é membro da Academia de Ópera Cômica de Paris.

CONCERTOS

20 de agosto | quinta-feira | 20h | Teatro Amazonas | Manaus (AM)
Sumi Hwang & Jodie Devos (sopranos)
Concerto com a Orquestra Amazonas Filarmônica
Regência: Maestro Luiz Fernando Malheiro
Local: Teatro Amazonas | Largo São Sebastião, s/nº – Centro – Manaus (AM)
Ingressos: Plateias e frisas R$ 20 (com meia-entrada). Entrada franca nos demais pavimentos (retirada na bilheteria no dia do concerto)

W. A. Mozart
Abertura da ópera “As Bodas de Fígaro” (orquestra)
Sull’aria… Che soave zeffiretto, de “As Bodas de Fígaro” (dueto)
Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar, de “As Bodas de Fígaro” (Jodie Devos)
Ach, ich fühl’s, es ist verschwunden, da ópera “A Flauta Mágica” (Sumi Hwang)
O, zittre nicht, mein lieber Sohn, de “A Flauta Mágica” (Jodie Devos)
Der Hölle Rache, de “A Flauta Mágica” (Jodie Devos)

R. Wagner
Abertura da ópera “Os Mestres Cantores de Nuremberg” (orquestra)

C. Gounod
Je veux vivre, da ópera “Romeu & Julieta” (Sumi Hwang)

G. Puccini
Si, mi chiamano Mimì, da ópera “La Bohème” (Sumi Hwang)

G. Donizetti
Regnava nel silenzio, da ópera “Lucia di Lammermoor” (Jodie Devos)

G. Puccini
O, mio babbino caro, da ópera “Gianni Schicchi” (Sumi Hwang)

J. Offenbach
Belle nuit, ô nuit d’amour, da ópera “Os Contos de Hoffmann” (dueto)

30 de agosto | domingo | 11h | Theatro Municipal | São Paulo (SP)
Sumi Hwang & Jodie Devos (sopranos)
Concerto com a Orquestra Experimental de Repertório (Série Jeans e Camiseta)
Regência: Maestro Carlos Moreno
Local: Theatro Municipal | Praça Ramos de Azevedo s/nº – Centro – São Paulo (SP)
Ingressos: Entrada Franca – retirada de até 2 ingressos por pessoa, a partir de 3 horas antes do início do espetáculo, na bilheteria do Theatro

W. A. Mozart
Abertura da ópera “As Bodas de Fígaro”

S. Rachmaninoff
Ne pov krasavitza pri mne (Sumi Hwang)

C. Gounod
Je veux vivre, da ópera “Romeu & Julieta” (Sumi Hwang)

G. Puccini
Si, mi chiamano Mimì, da ópera “La Bohème” (Sumi Hwang)

G. Puccini
O, mio babbino caro, da ópera “Gianni Schicchi” (Sumi Hwang)

W. A. Mozart
Abertura da ópera “A Flauta Mágica”

W. A. Mozart
Der Hölle Rache, de “A Flauta Mágica” (Jodie Devos)

W. A. Mozart
Una donna a quindici anni, da ópera “Così Fan Tutte” (Jodie Devos)

L. Delibes
Ah! Où va la jeune indoue, da ópera “Lakmé” (Sumi Hwang)

G. Donizetti
Regnava nel silenzio, da ópera “Lucia di Lammermoor” (Jodie Devos)

W. A. Mozart
Sull’aria… Che soave zeffiretto, de “As Bodas de Fígaro” (dueto)

L. Delibes
Dueto das Flores (dueto)

RECITAIS

23 de agosto | domingo | 17h | Sala Cecília Meirelles | Rio de Janeiro (RJ)
Sumi Hwang & Jodie Devos (sopranos)
Recital de Canto e Piano
Piano: Marco Bernardo
Local: Sala Cecília Meirelles | Largo da Lapa, 47 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Ingressos: R$ 40 (com meia-entrada).  www.ingresso.com

31 de agosto | segunda-feira | 20h30 | Capela Santa Maria| Curitiba (PR)
Sumi Hwang & Jodie Devos (sopranos)
Recital de Canto e Piano
Piano: Marco Bernardo
Local: Capela Santa Maria | Rua Conselheiro Laurindo, 43 – Centro – Curitiba (PR)
Ingressos: R$ 20 (com meia-entrada).  www.ingresso.com

S. Rachmaninoff
Ne pov krasavitza pri mne (Sumi Hwang)

G. Donizetti
Regnava nel silenzio, da ópera “Lucia di Lammermoor” (Jodie Devos)

C. Gounod
Je veux vivre, da ópera “Romeu & Julieta” (Sumi Hwang)

W. A. Mozart
Der Hölle Rache, de “A Flauta Mágica” (Jodie Devos)

Gluck-Sgambati
Melodia, de “Orfeu e Eurídice” (piano solo, Marco Bernardo)

G. Puccini
Si, mi chiamano Mimì, da ópera “La Bohème” (Sumi Hwang)

W. A. Mozart
Una donna a quindici anni, da ópera “Così Fan Tutte” (Jodie Devos)

G. Puccini
O, mio babbino caro, da ópera “Gianni Schicchi” (Sumi Hwang)

L. Delibes
Ah! Où va la jeune indoue, da ópera “Lakmé” (Sumi Hwang)

G. Verdi
Prelúdio, Ato III, da ópera “La Traviata” (piano solo, Marco Bernardo)

W. A. Mozart
Sull’aria… Che soave zeffiretto, de “As Bodas de Fígaro” (dueto)

J. Offenbach
Barcarolle, da ópera “Os Contos de Hoffmann” (dueto)

L. Delibes
Viens, Mallika… Sous le dôme épais, da ópera “Lakmé” (dueto)